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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

DIA NACIONAL DE LUTA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

No mundo todo, segundo a Organização Mundial de Saúde, a OMS, há mais de um bilhão de pessoas com algum tipo de deficiência, seja física ou visual....
No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, há 45,6 milhões de pessoas portando algum tipo de deficiência, seja física, visual, mental... Desse total, 18,8 % são de deficientes visuais. São Paulo e Bahia são os Estados que reúnem a  maior parte dessas pessoas. 
Amanhã, 21, é o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência... Esse dia foi criado em 1985 e tem por finalidade chamar a atenção de todo o mundo, inclusive das chamadas "autoridades competentes"...
A cada cinco segundos uma pessoa fica cega no mundo. No Brasil eu não sei não. No Brasil é tudo complicado, especialmente no tocante à questão de saúde.
O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência... tem programação específica amanhã. Em São Paulo, Capital, há uma agenda própria na Estação Tatuapé do metrô.
Quarenta e seis, seis milhões de pessoas é, como se vê, um número extraordinário. Se as pessoas portadoras de deficiência soubessem a força que têm o Brasil já poderia ser outro. Mas o Brasil é, ainda, um país em desenvolvimento e cheio de analfabetos de todos os tipos: de analfabetos políticos, inclusive.
Amanhã será outro dia.




BRINCANDO COM A HISTÓRIA (56)



WALDIR AZEVEDO, O MÁGICO DO CAVAQUINHO

Waldir Azevedo foi o mais importante tocador de cavaquinho do Brasil e do mundo. Não é demais dizer que ele reinventou esse instrumento criado, provavelmente em Portugal. Ninguém jamais tocou cavaquinho como Waldir. Antes dele o cavaquinho era simplesmente um cavaquinho. Pequeno em todos os sentidos.
Foi no bairro da piedade, no Rio, que nasceu Waldir. 
Waldir era prá ser aviador, mas o seu coração, sempre apressado, cortou as asas do seu sonho. Ele tinha apenas dez anos de idade quando se apresentou, pela primeira vez, em praça pública. Foi em 1933 e o seu instrumento era então, uma flautinha doce. Primeira música tocada?  Trem Blindado, de João de Barro, o Braguinha (1907-2006). Essa música foi inspirada na revolução constitucionalista (1932). A flauta ele a trocou por um bandolim, que foi trocado pelo cavaquinho. Suas duas primeiras músicas gravadas: Brasileirinho e Carioquinha, em 1949, logo transformadas em clássicos.



Waldir Azevedo deixou gravadas quase duas centenas de músicas, desde choros a frevos, pouco menos da metade de sua autoria. Isso, em menos de trinta anos de carreira. Em 1972, ele teve decepado, por uma máquina de cortar grama, o dedo anular esquerdo, e o milagre, como ele costumava dizer, fê-lo voltar a tocar o instrumento que magicamente recriou. O fato inspirou-o a compor o choro Minhas Mãos, Meu Cavaquinho.
Waldir Azevedo morreu na madrugada de 20 de setembro de 1980.
Eu o conheci uns cinco anos antes de morrer e guardo, até hoje, uma belíssima entrevista que fiz com ele. Foi no bairro paulistano do Bixiga. Nessa entrevista ele lembra a sua trajetória e diz como gostaria de morrer: amando uma mulher.






domingo, 17 de setembro de 2017

FILOSOFIA POPULAR É SUCESSO PELA CORTEZ



Ao correr da leitura do novo livro de Mario Sérgio Cortella, Vamos Pensar Um Pouco?, ia a me lembrar das tantas falas que tive com Luís da Câmara Cascudo (1898-1986).Com o mestre Cascudo, aprendi a ouvir melhor o que o povo sempre tem a dizer.
Pois bem a leitura do novo livro de Cortella, ilustrado pelo craque Maurício de Sousa, trás um bom punhado de ditos populares. Esses ditos refletem a sabedoria dos anônimos.
Luís da Câmara Cascudo foi o mais dedicado estudioso da cultura popular brasileira. A sua obra, extensa e rica, traça com clareza a beleza que é a cultura popular. Cortella, ciente disso, mergulhou sem preconceito no assunto, no tema, nesse verdadeiro mar de preciosidades do povo. O resultado disso é o livro já citado, que desde o começo deste mês, já caiu nas mãos de pelo menos 20 mil brasileiros. É um sucesso sem dúvida. É um sucesso popular resultante do trabalho e sensibilidade do grande filósofo que é Mário Sérgio Cortella
http://assisangelo.blogspot.com.br/2017/02/viva-mario-sergio-cortella.html. Vale a pena lê lo, e depressa.Aliás é motivo de alegria saber que um livro reunindo saberes do povo já teve esgotado várias edições em menos de 1 mês. É muita coisa num país de analfabetos, de poucos leitores. A média de uma edição de livros no Brasil é de 3 mil exemplares e são poucos os títulos que se esgotam no correr de 12 meses.
Vamos pensar um pouco? (Cortez Editora, 80 págs.), será lançado amanhã na PUC,  na capital paulista.






sábado, 16 de setembro de 2017

E DEPOIS DO HOMO SAPIENS, O QUE VIRÁ?

Ao descer das árvores e caminhar mais ou menos ereto, e ainda indefinido, o homem passou logo a inventar meios para matar em nome da própria sobrevivência. É isso o que concluem os estudiosos da matéria. A pedra, o pau e o cipó inspiraram aquele que ia virar gente a fazer sua primeira arma, uma espécie de machadinha. daí para o arco e flecha, passaram-se mais alguns anos, milhares, milhões, quem sabe e surgiram o arco, a flecha e tudo mais, e hoje temos os que temos...
Da machadinha à bomba atômica, foi um passo, melhor, milhões e bilhões de passos, trilhões, quem sabe?
Os pré-históricos, ao descerem das árvores, comiam o que encontravam pela frente. Fosse o que fosse, inclusive seres diversos encontrados mortos por razões quaisquer. E foi quando, certamente, os nossos antepassados, já se parecendo conosco, passaram a caçar, a pescar, a se juntar em grupos. O frio eles resolviam com a pele de animais que matavam e cuja carne comiam. A primeira guerra, o primeiro confronto armado, debitado ao homo sapiens, ocorreu há uns cinco mil anos a.C., na Alemanha. Os indícios levam a crer que desse confronto participaram pelo menos quatro mil homens. Deduz-se que foi um verdadeiro massacre, como os que ainda hoje ocorrem nos quatro cantos do mundo.
O homem está se matando o tempo todo e cada vez mais. Agora mesmo, o ditador da Coréia do Norte, Kim Jong-un, está mais do que ameaçando o Japão e os EUA, com suas bombinhas de Nitrogênio e sabe-se lá mais o quê. A coisa tá feia.



A propósito, acabo de ouvir o audiolivro Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas, obra do brilhante português José Saramago (1922-2010). Nesse livro que ele não concluiu, é abordada a questão das guerras desde o Neolítico, ou a Era do Metal.
O saque de Saramago foi genial. Ele, em leituras esparsas, questionou-se sobre a produção de armamentos que alimentam guerras em todo o planeta. Quem fabrica esses armamentos? Ele se perguntava, e por quê nunca há greves de funcionários que fabricam esses armamentos, era outra pergunta que ele se fazia o tempo todo. E foi quando, em 2009 ele iniciou aquele que seria o seu último trabalho literário.
O enredo de Alabardas, Alabardas, Espingardas, Espingardas gira em torno de um cidadão, Paz Semedo, funcionário antigo de uma empresa fabricante de armas, separado da mulher Felícia, uma pacifista renitente. É visível o conflito entre os dois. Saramago deixou apenas 3 capítulos escritos, mas são capítulos que mostram com clareza, o enredo imaginado, e iniciado portanto, pelo grande português autor de O Ano da Morte de Ricardo Reis e Ensaio Sobre a Cegueira.
Até o final do livro ele se imaginou, com a personagem Felícia, dando um Vá à Merda, dirigido a Paz (Sem Medo). Esse mundinho de berda vai um dia aos ares, numa explosão colossal. E o homo sapiens, vai virar o quê, Hein?


BRINCANDO COM A HISTÓRIA (55)






sexta-feira, 15 de setembro de 2017

O SUICÍDIO DO HOMO SAPIENS




Uma desumanidade, é a palavra exata para definir o que ora ocorre no mundo. No Iemen, um inferno negro  localizado na Península Arábica, o diabo alojou-se na forma de fome. São cerca de 250 milhões de almas penitentes, pagando pecados que não cometeram. A maioria dessas almas, vítima da gula capitalista, é constituída por crianças.
A fome e a injustiça se alastram que nem praga, rapidamente, que nem um pavio aceso correndo célere em direção a bombas.
Os jornais do mundo livre estão noticiando essa praga, esse desmazelo, esse horror,  esse fim do mundo.
Entre quatro e sete milhões de anos atrás, o nosso planetinha de berda começou a gerar a vida que em nós resultou.
Os hominídeos surgiram num tempo remoto, difícil, até hoje, de localizar com exatidão. Primeiro eles resultaram nos anglo australopithecus.
Australopithecus palavra de origem latina e grega, criada para identificar gorilas, orangotangos, chipanzés, primatas de quem certamente viemos.
Os australopithecus podem ter alguma coisa a ver com o gênero  homo. O homo erectus, por exemplo, que o tempo trouxe até nós, homo sapiens.
Em tempo mais recente, mas sempre a.C., houve o período que os naturalistas e outros estudiosos da vida, chamam de paleolítico.
O paleolítico é por volta de 3 milhões de anos.
O paleolítico é também chamado da Era da pedra lascada, que foi a Era em que os primeiros homens, começaram a ganhar forma de gente, mesmo. Isso não está na Bíblia. Foi a Era em que os tais começaram a construir instrumentos de caça e pesca, por exemplo, e acenderam o fogo. Foi a Era em que esses tais se deram conta da diferença entre eles e um sapo, uma cobra, um cavalo, uma besta qualquer.
Depois do paleolítico, veio o tempo do neolítico. Esse tempo é tambem conhecido , como o tempo em que nós, do passado, descobrimos o metal e otras cositas mas. E aí vieram as guerras, chacinas, loucuras absolutas.
Naquele tempo de milhões e milhões de anos, ou bilhões, os bichos se viravam como podiam. Andavam sós, segundo os estudiosos, mas descobriram logo que em bandos ou grupos, eram mais fortes e ser forte sempre foi sinônimo de categoria e solidariedade, de respeito mútuo, ao próximo.
O próximo sempre fomos nós, mas estamos perdendo essa compreensão, esse entendimento. E ao perdermos isso, nos perdemos.
O mundo está se acabando por falta de tudo: de compreensão, entendimento, solidariedade, respeito, a fome é consequência disso tudo, dessas desgraças, do individualismo, da hipocrisia, de tudo que não presta. O poder transforma o homem e quase sempre prá pior.
O continente africano foi riquíssimo. O seu subsolo sempre foi rico em tudo quanto se possa pensar, em ouro, pérolas etc.
Foi na Africa que surgiu o mais importante dos australopithecus. Quer dizer: foi na África foi que surgiu o homem tal como é hoje.  
Estamos nos acabando a partir do berço onde nascemos.
Há uns meses o grande cartunista Fausto iniciou uma série, neste blog, a que intitulamos de Pré-história. Nessa série Fausto conta com graça, mas sem rigor histórico, a origem do homo sapiens.Isso vai virar livro.
Não faz tempo, a cientista social diletante Dilma Roussef descobriu e anunciou ao mundo, para surpresa geral, a mulher sapiens. Clique:



BRINCANDO COM A HISTÓRIA (54)






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